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FTN ADVB traz palestra de Guilherme Afif Domingos e painel sobre mulher empreendedora

Na noite de quarta-feira, 22 de setembro, realizou-se mais uma edição do FTN ADVB (Fórum de Temas Nacionais). Evento online focalizou ‘A importância do micro empreendedor individual (MEI) na retomada econômica do Brasil: o papel da mulher empreendedora’. Realização: ADVB; Fundação Brasileira de Marketing (FBM); e do Instituo ADVB de Responsabilidade Socioambiental (IRES). Apoio: Allplats, Grupo Conecta Eventos e da SerStreaming Studio Hub.

Na abertura, o presidente da ADVB-SP, Aristides de La Plata Cury, faz um painel sucinto dos painelistas, participantes, patrocinadores e apoiadores. E passa a palavra ao âncora da Live, Fábio Nogueira – economista pela USP e VP do Núcleo de Novos Negócios da ADVB.

Nogueira lembrou que o Brasil tem mais de 12 milhões de MEIs e salientou a importância deles para a retomada econômica do país. Em seguida, anuncia o palestrante da noite, Guilherme Afif Domingos, assessor do ministério da Economia e considerado principal responsável pela instituição, em 2008, da figura do MEI.

Sinopse do speech de Afif Domingos

Guilherme Afif Domingos

“Quando iniciei o meu percurso, nos anos 70, não me conformava com o destaque que se dava às grandes empresas, na época do chamado ‘milagre econômico’. Na época, só se pensava em trabalhar numa grande estatal ou numa multinacional. Alardeava-se que a solução estava na formação dos grandes conglomerados”.

“Entrei na Associação Comercial de São Paulo, com a missão de mobilizar os pequenos empresários. E assim presidi o 1º Congresso da Pequena e Média Empresa, em 1979. À época, eu era presidente do presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. Começamos, então, a criar o arcabouço para financiar as pequenas e médias empresas paulistas. No segundo Congresso, em 1980, eu já era secretário da Agricultura do Estado de São Paulo. Foi aí que surgiu o Estatuto das Micro Empresas, com apoio do ministro da desburocratização da época, Hélio Beltrão”.

“Partimos do princípio que ‘os desiguais devem ser tratados desigualmente, de acordo com as suas desigualdades’. Em 1984, o Congresso Nacional aprovou o Estatuto da Microempresa. Porém, era preciso atualizar e fazer valer o princípio constitucional de que todos são iguais perante a Lei”.  

“Eu me elegi para a Assembleia Nacional Constituinte, de 1988, como representante das micro e pequenas empresas. E pudemos colocar, no texto da Constituinte, o dispositivo sobre o tratamento diferenciado a essa categoria de empreendedores. Tempos depois, no processo de regulamentação do artigo 179 da Constituição, nasceu a figura do Simples. E só em 2008, depois de muita luta, conseguimos aprovar a figura do MEI – Microempreendedor Individua. A rigor, aprovamos o conceito que eu chamei de pré-empresa, na perspectiva de criar alternativa à informalidade.”

“Sob o governo Dilma Rousseff, assumi o então criado ministério da Pequena e Microempresa. Hoje temos, esparramadas Brasil afora, 12 milhões de MEIs. E a tendência é de crescimento. Até porque, uma coisa é o empreendedorismo por vacação; outra é o empreendedorismo por necessidade. E a necessidade, muitas vezes, desperta uma vocação que estava escondida dentro de cada um. Com a escassez do emprego, ouvimos com frequência: ‘se você quer um emprego, crie um’. A semente disso fora lançada em 1980, com a criação do Estatuto”.

“Sem dúvida, o sonho do pequeno é se tornar grande. Infelizmente, convivemos com uma política que é ‘abortadora do crescimento’. Há uma visão elitista quanto ao financiamento. Falamos mais em inglês do que em português, em matéria de economia. Temos de nos fazer entender, dentro dos mecanismos de financiamento. Banco só empresta prata para quem tem ouro. Por isso, a importância do microcrédito assistido. E das fintechs”.

“Importante ressaltar que 50% dos MEIs é iniciativa das mulheres. É uma atividade em que as mulheres podem conciliar a administração do lar com ganhar dinheiro. Ela trabalha em casa. E toda a estrutura de financiamento tem de ser adaptada a esta realidade. A necessidade de sobrevivência é o grande motor do desenvolvimento. Na hora em que o conjunto de cidadãos começar a tomar um rumo, as coisas acontecem, movidas pela necessidade”.

Ao cabo da sua apresentação, Guilherme Afif Domingos foi agraciado com o Certificado de Participação outorgado pela ADVB-SP. Nas palavras do presidente da entidade, Aristides de La Plata Cury, “a história de Afif Domingos se confunde com a do microempreendedorismo brasileiro”.

Painelistas convidadas

Confira a íntegra do Fórum de Temas Nacionais – FTN ADVB no link https://youtu.be/oKpiZUT3WnA

Lilian Schiavo – Presidente Nacional da OBME (Organização Brasileira de Mulheres Empresárias); e Monica Schimenes – CEO da MCM Brande Group e Presidente do Conselho de Empresárias da WEConnect International.

Excertos dos conteúdos apresentados

Lilian Schiavo: depois de exibir vídeo das Nações Unidas, alusivo ao papel das mulheres no enfrentamento das decorrências da pandemia C-19, menciona a importância do movimento HeforShe. Dá números relevantes, no contexto das mais de 30 milhões de mulheres empreendedoras no país.

“São diversos os fatores que levam uma mulher a se tornar uma empreendedora. Desemprego, separação, nascimento de filhos, necessidade de ficar em casa para cuidar de parentes doentes. Na verdade, a maioria das mulheres decide abrir o próprio negócio para sobreviver, pagar as contas e comprar alimentos. Até parece que superação é um substantivo feminino. E eu tenho certeza de que, se eu perguntar quem a mulher inspiradora da sua vida, a maioria vai se lembrar da própria mãe. A luta que ela enfrentou para criar os filhos e cuidar da família.”

“Somos mulheres. Se alguém pergunta de onde tiramos nossa força, falamos das habilidades relacionadas ao comportamento. Da forma como interagimos com as pessoas. São qualidades encontradas em muitas lideranças atuais: perfil inovador, adaptabilidade às mudanças, coragem para correr risco, empatia, comunicação e resiliência.”

“Também são muito relevantes as qualidades relacionadas à inteligência emocional. Ou seja: capacidade em trabalhar sob pressão, orientar e realizar várias tarefas ao mesmo tempo. As mulheres representam mais de 50% da população brasileira. Aparentemente, as mulheres estão aptas a ocuparem os lugares que quiserem. E não apenas os que são permitidos.”

“Infelizmente, a realidade é outra. Daí a importância de oportunidades como esta, para falarmos de empreendedorismo. Quando uma mulher ganha dinheiro, ela investe em Educação e Saúde para os filhos. Ser dona do próprio negócio, torna a mulher, também, dona do próprio nariz. Está provado que a ação é muito mais eficaz que o discurso.” Lilian Schiavo apresenta documento sobre sua participação no movimento Convergência das Mulheres Empresárias do Mercosul. Recebeu, ao final, o Certificado de Participação, das mãos da VP da ADVB-SP, Elza Tsumori.

Monica Schimenes: “Sou uma mulher empreendedora. Comecei minha empresa num tempo de muitas dificuldades. O que mais me encanta, no empreendedorismo, é a possibilidade de criar empregos para outras pessoas.”

“A pandemia pegou todo mundo de supetão. Num primeiro momento, a ciência não tinha resposta pra gente tocar as nossas atividades. Eu atuo na área de eventos. E então, tudo parou. Nenhum faturamento em oito meses. Dinheiro de banco é mais caro para as mulheres, conforme disse a Lilian Schiavo. Eu me espelhei vendo a luta de outras mulheres, na luta pela sobrevivência.”

“A mulher empreendedora se diferencia porque ela quer multiplicar; multiplicar para a família, para os amigos. A mulher empreendedora é agregadora. A pandemia mostrou que, nós mulheres, somos soluço e não problema. Quando trazemos prosperidade, temos a aceitação de toda a sociedade. Como disse o palestrante, Guilherme Afif Domingos, a alternativa é criarmos e multiplicarmos empregos”.

“É muito legal a gente notar que existem muitas mulheres engajadas, dispostas a ajudar nesse momento de superação. O empreendedorismo é que vai os salvar, por meio da criação dos nossos próprios empregos”.

“O MEI é um meio possível, que vem ao encontro da nossa capacidade multiplicadora de transformação. Acredito que temos essa capacidade de engrandecer, com leveza, com profissionalismo, inovação, esse novo mundo.”

BENEFÍCIOS GRATUITOS EXCLUSIVOS PARA MEIs

Ao final do evento, a ADVB lançou uma promoção pensando no MEI, em parceria com a empresa Allplats, representada no evento pelo diretor Umberto Forti, que afirmou: “Identificamos produtos e serviços para oferecer a todos os MEIs com descontos e vantagens, sem que haja a necessidade do pagamento de mensalidades e nem taxa de inscrição.”

Apenas micro empreendedores individuais cadastrados GRATUITAMENTE no site https://clube.advb.org/ poderão vir a desfrutar dos benefícios selecionados.

Benefício adicional com prazo de validade

Em complemento, o vice-presidente do Núcleo EAD da ADVB, Professor Arnaldo Galleguillos, anunciou que o curso ATITUDE DE VENDAS também será gratuito, mas somente para quem se cadastrar no Clube de Benefícios ADVB em setembro de 2021.

IMPORTANTE
O prazo para inscrição gratuita no curso “Atitude em Vendas” é limitado para os MEIs cadastrados
até o próximo dia 30 de setembro, às 23h59.

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