HomeTECNOLOGIAA biometria como fundamento de uma nova identidade para o Brasil

A biometria como fundamento de uma nova identidade para o Brasil

Por Leonardo Fonseca Netto - vice-presidente da ADVB

A Carteira de Identidade Nacional, a CIN, representa muito mais do que a substituição do antigo RG. Ela simboliza uma mudança estrutural na forma como o Brasil identifica seus cidadãos.

Durante décadas, convivemos com um modelo fragmentado, no qual uma mesma pessoa poderia possuir diferentes registros de identidade em diferentes unidades da Federação. A adoção do CPF como número único nacional, aliada à padronização dos processos e à integração das informações, cria as bases para um sistema de identificação mais moderno, seguro e eficiente.

Nesse processo, a tecnologia biométrica tem um papel absolutamente estratégico.

Biometria é, na prática, a capacidade de confirmar que uma pessoa é realmente quem diz ser. Impressões digitais e reconhecimento facial permitem elevar significativamente a confiabilidade da identificação, dificultando duplicidades, falsificações e o uso indevido da identidade de terceiros. O próprio Governo Federal destaca que o cadastro biométrico aumenta a segurança na confirmação da identidade e ajuda a evitar que outra pessoa se passe pelo cidadão.

A criação do Serviço Biométrico Federal representa justamente essa evolução: dados biográficos e biométricos passam a ser individualizados e integrados pelo CPF, permitindo verificações e interoperabilidade entre diferentes bases oficiais.

Isso significa que estamos construindo algo muito maior do que um novo documento.

Estamos construindo uma infraestrutura nacional de identidade.

Uma infraestrutura capaz de melhorar processos, reduzir inconsistências cadastrais, aumentar a segurança dos serviços públicos e privados e, principalmente, reduzir as oportunidades para fraudes de identidade.

E é importante reconhecer que transformações dessa magnitude não acontecem por acaso.

Elas são resultado de anos de trabalho, diálogo, visão de futuro e articulação entre governo, órgãos oficiais de identificação, setor privado, tecnologia e sociedade civil.

Nesse contexto, merece destaque a trajetória de Célio Ribeiro, que há mais de três décadas atua na construção e modernização da identificação civil brasileira. Registros da Câmara dos Deputados destacam sua participação como peça fundamental no desenvolvimento da CIN e seu trabalho junto à Frente Parlamentar Mista para Garantia do Direito à Identidade.

O próprio Célio já definiu a CIN não simplesmente como uma troca de documentos, mas como uma integração nacional — uma visão que ajuda a compreender a verdadeira dimensão desse projeto.

E talvez essa seja a melhor maneira de enxergar o que está acontecendo no Brasil.

 

(imagem IA)

A CIN não é apenas um documento mais moderno.

É a construção de um novo modelo de identificação, no qual uma pessoa, uma identidade, um número e uma informação confiável passam a formar a base para uma relação mais segura entre cidadão, empresas e Estado.

Para a sociedade, isso significa mais cidadania.

Para o Estado, significa melhores processos e maior capacidade de entregar políticas públicas.

Para as empresas, significa maior confiabilidade na identificação de seus clientes e redução dos riscos associados à fraude.

E para o Brasil, significa dar um passo importante rumo a uma infraestrutura digital de identidade compatível com os desafios de uma sociedade cada vez mais conectada.

A biometria, portanto, não é apenas uma tecnologia de segurança.

É uma tecnologia de confiança.

E a CIN é uma das maiores expressões dessa transformação: um projeto que une tecnologia, cidadania, segurança e eficiência para construir um Brasil mais integrado.

Reconhecer pessoas como Célio Ribeiro é também reconhecer que grandes transformações nacionais são construídas por aqueles que acreditam durante anos em uma ideia antes que ela se torne realidade.

A identidade é um direito fundamental.

E garantir que cada brasileiro possa provar, de forma segura e inequívoca, quem é, significa proteger não apenas seus dados, mas sua cidadania, seus direitos e sua própria existência perante o Estado e a sociedade.

 

 

Leonardo Fonseca Netto é vice-presidente da ADVB, especialista em TI e Ciber Security

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