Nos últimos anos, o mercado de tecnologia tem testemunhado uma transformação profunda na forma como produtos e serviços são comercializados. Um exemplo emblemático foi a estratégia adotada pelo Itaú em parceria com a Samsung, oferecendo smartphones por meio de planos acessíveis e parcelamentos diferenciados. Agora, a Apple segue o mesmo caminho nos Estados Unidos, com seu programa de assinaturas para iPhones — uma iniciativa que já vem sendo chamada de “o carnezinho do iPhone” .
Essa mudança reflete uma tendência global: a transição do modelo CAPEX (Capital Expenditure) para OPEX (Operational Expenditure). Em um cenário de restrição de capital, empresas e consumidores buscam alternativas que permitam continuar adquirindo tecnologia sem comprometer grandes investimentos iniciais. O modelo baseado em OPEX viabiliza acesso contínuo a soluções, diluindo custos e tornando o consumo mais previsível.
Outro ponto relevante é o movimento D2C (Direct-to-Consumer). Os próprios fabricantes estão oferecendo soluções diretamente ao consumidor, sem intermediários. Essa estratégia fortalece o relacionamento com o cliente final, aumenta a fidelização e permite maior controle sobre a experiência de uso. Apple, Samsung e outras gigantes já perceberam que o futuro da venda de tecnologia passa por esse contato direto, onde o fabricante não apenas entrega o produto, mas também oferece serviços, suporte e modelos de assinatura.
Em resumo, estamos diante de uma nova lógica de mercado: menos investimento inicial, mais recorrência; menos intermediários, mais proximidade com o consumidor. Uma estratégia que redefine não apenas como compramos tecnologia, mas também como as empresas constroem valor e competitividade.
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